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Quem é a Rebia

Ligado . Publicado em Institucional . Acessos: 16848

A REBIA – Rede Brasileira de Informação Ambiental é uma Associação sem fins lucrativos, independente, sem vínculos partidários ou religiosos, que visa contribuir para a formação e fortalecimento da cidadania socioambiental planetária através da democratização da informação ambiental e da educação ambiental, com uma visão plural e democrática da questão socioambiental e da sustentabilidade, e que se rege por seus Estatutos e pela legislação específica, notadamente na forma prevista nos artigos 53 a 61 nos termos da Lei nº 10.406/2002, do Novo Código Civil Brasileiro, em vigor a partir de 11 de janeiro de 2003, com sede na Travessa Gonçalo Ferreira, 777 (atual 467), bairro Jurujuba, Niterói, RJ CEP 24.370-290, podendo manter escritórios em qualquer ponto do País ou do Exterior, inscrita no CNPJ 05.291.019/0001-58.

A REBIA não distribui, entre seus sócios, associados, membros, gestores, conselheiros, diretores, empregados ou doadores, eventuais excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos ou bonificações, participações ou parcelas de seu patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades, e pela aplicação integral na consecução do objetivo social.

A REBIA não se envolverá em questões religiosas, étnicas, ideológicas, político-partidárias, ou em quaisquer outras que não se coadunem com os seus objetivos institucionais.

São finalidades da REBIA, a serem alcançadas através de suas ações:

  1. propiciar a produção, difusão de conhecimento, práticas e metodologias para a democratização da informação socioambiental capazes de operar de forma articulada com demais sistemas de Informação Ambiental no Brasil, notadamente através da edição e distribuição da REVISTA DO MEIO AMBIENTE, PORTAL DO MEIO AMBIENTE e da newletter BOLETIM DO MEIO AMBIENTE, órgãos de comunicação ambiental cedidos à REBIA pelo seu fundador Vilmar Sidnei Demamam Berna;
  2. envolver cada vez mais pessoas e instituições com foco na democratização da informação socioambiental no Brasil, promovendo sua ação articulada;
  3. difundir a “Cultura de Rede” e o fortalecimento dos laços entre os produtores e difusores de informações socioambientais no Brasil;
  4. contribuir para identificação, análise e divulgação do cenário da informação socioambiental no Brasil;
  5. estimular intercâmbio de experiências e parcerias para execução de ações com ênfase na continuidade da REBIA;
  6. promover a articulação da REBIA com as demais redes ambientais e outras de interesse, ampliando seu leque de parceiros para incluir ainda as organizações não governamentais, governamentais e a livre iniciativa em torno da democratização da informação socioambiental e para o desenvolvimento sustentável;
  7. atuar na defesa do meio ambiente;
  8. promover a educação e a cultura, difundindo atividades educativas, culturais e científicas realizando pesquisas, conferências, seminários, palestras, cursos, inclusive à distância, treinamentos, editando publicações, vídeos, processamento de dados, assessoria técnica nos campos ambiental, educacional e sócio-cultural, bem como comercialização de publicações, vídeos, serviços e assessoria, programas de informática, camisetas, adesivos, materiais destinados a divulgação e informação sobre os objetivos, desde que o produto desta comercialização reverta integralmente para a realização desses objetivos; desempenho de toda e quaisquer atividades acessórias ou relacionadas com os objetivos supra.
  9. Promover prêmios ambientais e fornecer declarações de participação, ou participar de projetos ambientais de Empresas, que permita agregar valor à sua imagem institucional ou mesmo uma marca ou produto;
  10. Firmar convênios ou comodatos com prefeituras, estados, países, empresas públicas ou privadas, fazer ajustes, acordos, planejar, administrar, prestar assessoria, consultoria e promover a execução de trabalhos que se destinem aos fins ecológicos, culturais, sociais e tecnológicos, estimulando a parceria, o diálogo local entre os diferentes segmentos sociais em todos os níveis ou participando junto a outras entidades, de atividades que visem aos interesses comuns.

A ORGANIZAÇÃO EM REDE

"Desde que os sistemas vivos, em todos os níveis, são redes, devemos visualizar a teia da vida como sistemas vivos (redes) interagindo à maneira de redes com outros sistemas (redes). (...) Em outras palavras, a teia da vida consiste de redes dentro de redes. Em cada escala, sob estreito e minucioso exame, os nós da rede se revelam como redes menores. Tendemos a arranjar esses sistemas, todos eles aninhados dentro de sistemas maiores, num sistema hierárquico, colocando os maiores acima dos menores, à maneira de uma pirâmide. Mas isso é uma projeção humana. Na natureza, não há 'acima' ou 'abaixo', e não há hierarquias. Há somente redes aninhadas dentro de redes." - Fritjof Capra ("A Teia da Vida")

A REBIA mantém uma Rede de Colaboradores e Jornalistas Ambientais e diversos Fóruns Livres de Debates Socioambientais, que reúnem mais de 4000 membros ativos, através dos quais recebe sugestões de pauta, artigos e indicações de material publicado na mídia, ou que circula nas redes, envolvendo temas sobre meio ambiente, sustentabilidade, destacados como de grande interesse e importância. Este material, selecionado, é inserido diariamente no PORTAL DO MEIO AMBIENTE, e é gerado o boletim digital NOTÍCIAS DO MEIO AMBIENTE, enviado diariamente por e-mail, através da Agência REBIA de Notícias Socioambientais, para mais de 200.000 leitores cadastrados, incluindo jornalistas especializados em meio ambiente. A partir do acesso dos leitores às notícias no Portal, um sistema de estatísticas indica as matérias preferidas que farão parte da seleção que irá compor a pauta da REVISTA DO MEIO AMBIENTE, veículo impresso produzido e distribuído mensalmente, no formato revista, com tiragem média de 35.000 exemplares, circulação nacional, distribuição dirigida e por assinaturas.

Criando conexões, a REBIA abre à sua frente um enorme horizonte de possibilidades. Podem ser parcerias, trocas, amizades, afetos, novos valores e formas de convivência, criação de conhecimentos, aprendizados, apoios, diálogos, participação, mobilização, força política, conquistas e muito mais. Na REBIA cada membro, parceiro, organização, é um ponto de apoio importante na construção da rede. Entretanto, a força da REBIA nasce das conexões entre esses pontos. Pontos, sem linhas, não representam nada se não houver alguma conexão entre eles. É o relacionamento entre os pontos que dá a força de uma rede. Por isso a dinâmica – e o desafio – da REBIA é ampliar o número de pontos e estimular estabelecer, fortalecer e estimular conexões. Quanto mais conexões, mais forte a REBIA!

Sendo uma rede de democratização de informação socioambiental, a REBIA adotou a organização na forma de rede pois, segundo Fritjof Capra ("A Teia da Vida"), a circulação de informação de forma não-linear (isto é, aleatória, não controlada) é capaz de produzir um processo circular de aprendizagem crescente que leva, como conseqüência, à reorganização dos próprios elementos do sistema.

A autogestão horizontal

Na medida em que os integrantes da REBIA são diferentes entre si, outro fundamento básico do modo horizontal de operação é o respeito à diferença. Ser autônomo quer dizer ser diferente, ter modos diferenciados de agir, pensar e existir. Autonomia e diferença são as duas faces de uma mesma concepção. O respeito a esses princípios implica, dessa maneira, uma série de desafios gerenciais e operacionais à REBIA e irá resultar na conformação de outros princípios organizacionais que têm a função de garantir a horizontalidade do sistema: isonomia, desconcentração de poder, multiliderança e democracia. Tais princípios - de caráter eminentemente político tentam realizar, numa arquitetura organizacional, o investimento na participação, na criatividade e na diversidade, característico da teoria e da prática libertárias. Mas eles também são intrínsecos à morfologia da rede. A arquitetura não-linear e complexa da conectividade não admitiria outro modo de operação.

Ao mesmo tempo em que distribui o poder, a REBIA também realiza uma operação de potencialização ou fortalecimento de cada um. Como cada ponto, pelas propriedades morfológicas da rede, pode ser o "centro" do sistema, cada integrante da rede recebe um investimento de confiança e poder para cumprir tal função. Todo o poder da REBIA converge para cada ponto, conforme as circunstâncias. Nesse sentido, qualquer participante da rede pode funcionar como "representante" da rede ou assumir-se como detentor de todo o poder. Ele deixa de ser um pedaço do conjunto, para tornar-se um meio pelo qual o conjunto se exerce. A REBIA está inteira em cada ponto. Essa distribuição holográfica do poder na rede produz uma estrutura organizacional que muitos analistas chamam de "policéfala" (com várias cabeças). De fato, na medida em que os integrantes da rede são pares entre si, não há espaço para relações de subordinação e o poder é desconcentrado, a organização só pode ser "liderada" por muitas cabeças.

O trabalho na REBIA só é efetivo quando dá conta de promover sinergia entre seus membros, de conectá-las, interligá-las num diálogo produtivo. Articulação de múltiplas lideranças implica, além de conectividade, comunicação, operação conjunta e um tipo especial de "coordenação", realizada de forma coletiva, operação conjunta, co-produção de ordem, co-trabalho, sem os quais a dinâmica da conectividade torna-se vazia e sem sentido. A REBIA põe em ação uma dinâmica de comunidade. Esta se exerce nas redes por meio de um processo de interlocução (comunicação), ação coordenada (coordenação) e decisão compartilhada (democracia).

O trabalho na REBIA depende, a todo momento, da ação autônoma de cada um, de participação ativa, sem a qual nenhuma iniciativa vai adiante. Entretanto, o respeito à autonomia de seus integrantes não significa ausência de acordos e normas. O funcionamento da REBIA, aliás, depende de um pacto que orquestre uma "coordenação das autonomias", garantindo, num só movimento, a ação coletiva e a individualidade de cada membro da REBIA.

Esses aspectos - ambiente de relacionamento e processos de comunicação – sustentam outro princípio do funcionamento da REBIA: a democracia, que é o pressuposto lógico da desconcentração de poder, do respeito à autonomia e à diversidade e da multiliderança. Aqui, o aspecto mais evidente se refere aos mecanismos de resolução de conflitos, de construção coletiva de consensos e de decisão compartilhada. Não haveria outro modelo possível de tomada de decisão numa rede. E é por meio dessa via democrática, também múltipla, de co-ordenação e co-decisão, que a rede "controla" as ações que realiza.

Curiosamente, a experiência da REBIA indica, contudo, que muito pouco das suas ações se controla ou necessita "controle" a partir do coletivo. A prática da ação difusa, ao contrário, na qual cada integrante da REBIA toma suas decisões e empreende suas ações, prescinde, na maior parte das vezes, de consulta ao grupo. Os ‘nós’ da REBIA, autônomos e investidos de poder, basicamente operam sem pedir permissão, orientados por um princípio de autogoverno compartilhado por todos. Um grande pacto inicial, uma espécie de consenso primordial orientador da REBIA, é o parâmetro das ações e decisões difusas e tem-se revelado suficiente para alimentar a participação, promover a integração e evitar "desvios" de conduta, sem que seja necessário adotar qualquer postura coercitiva (ou fazer recurso à força, uma prerrogativa comum dos "comandos centrais" das organizações hierárquicas).

O autogoverno na REBIA é possível porque ela é, antes de mais nada, uma "comunidade de propósito". Quando pessoas decidem participar da REBIA ou se integrar a uma dinâmica de rede, elas o fazem em função de um objetivo comum - seja numa campanha ambiental ou num projeto da REBIA. A adesão voluntária é a garantia do estabelecimento de laços numa rede, mas essa adesão só nasce em função de um motivo que consiga reunir em torno de si as expectativas e os investimentos de cada um dos diferentes integrantes.

A razão de existir da REBIA é o conjunto de propósitos comuns a todos os participantes – e, em geral, esse conjunto de propósitos incorpora também um conjunto de valores comuns. Participar da REBIA implica, portanto, compartilhar os mesmos propósitos e os mesmos valores comungados pelos demais integrantes da rede. Daí, mais uma vez surge com ênfase a idéia de comunidade.

 

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