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O Desafio do Clima


Estamos enfrentando um desafio que está batendo a nossa porta e veio com a evolução da humanidade, a conta, se não tomarmos atitudes mais enérgicas e conscientes, irá chegar, na verdade, já estamos vendo o preço a pagar e sentindo o custo de tudo isso que fizemos de forma até então, inconsciente. Precisamos de um compromisso global para reduzir o peso das mudanças que chegam.


Vimos a COP27 (ConferenceoftheParties) acontecer em sua vigésima sétima edição em 2022 sendo um importante momento de debates sobre mudanças climáticas e aplicação de mecanismos factíveis de forma global para minimizar os danos e permitir que tenhamos uma melhor qualidade de vida, preservando a biodiversidade do nosso planeta. Durante a conferência os líderes mundiais reavaliam as ações tomadas até o momento, metas a serem atingidas e proposição de outras a alcançar. As vulnerabilidades e os limites da sociedade, no intuito de nos adaptarmos as mudanças gerando um relatório chamado Painel intergovernamental sobre mudanças climáticas (The Intergovernmental Panelon Climate Change - IPCC), O IPCC é o grupo de cientistas estabelecido pelas Nações Unidas para monitorar e assessorar toda a ciência global relacionada às mudanças climáticas.


O que torna tão importante pensarmos em não repetir os erros do passado, devido a falta de informação, criando metas alcançáveis para reduzir e minimizar, os efeitos poluidores que uma população planetária em crescimento geram no meio ambiente. Sentimos com frequência o aumento da temperatura tendo como uma das causas a destruição da camada de ozônio, cobertor invisível de proteção do nosso planeta. Citamos como exemplo, Tucson nos EUA que sofre a maior seca em mais de 1000 anos e a incidências em maior grau de doenças pulmonares.

Algumas questões discutidas entre os líderes participantes da COP27, além da avaliação do que foi feito até o momento, é apressar a conversão do consumo de energia fóssil, como a gasolina, diesel e outros para uma energia mais limpa como a hídrica, eólica ou solar. Este é um grande desafio e, tem andado a passos de formiga, outra questão é conscientizar que países mais ricos criem um fundo para que países em desenvolvimento possam tomar suas ações, que agregam no resultado global. Alguns países, como o China e Estados Unidos, que são os maiores a poluidores mundiais, detendo 39% da carga de toda a poluição mundial, não colaboraram até o momento, a necessidade de cobrar uma participação mais efetiva dos países mais poderosos economicamente a dar continuidade ao que se iniciou na Rio Eco 92, no Rio de Janeiro, e ao que está acordado no protocolo de Kyoto, assinado no Japão em 1997.


Precisamos urgente que a conscientização da necessidade de mudança breve debatido nas várias reuniões da conferência do clima virem ações efetivas. Algumas propostas entregues em Kyoto não serão atingidas, e o mundo sofre danos muitas vezes irreparáveis pelo atraso e pela omissão das lideranças, pela falta do financiamento na implementação da energia verde e, a cada dia, nossa sobrevivência aqui fica ameaçada. Não existe outro planeta Terra e não há outra chance de transformação além do agora.

Escrito por Ivson Gomes e Maurício Cabral

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