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Estudo de caso da REBIA

Escrito por Vilmar Berna Ligado . Publicado em Institucional . Acessos: 5075

O povo, a comunicação e as questões socioambientais

Comunicação Ambiental
Por Vilmar S. D. Berna

 

Numa democracia as questões socioambientais não se resolverão pela decisão de um pequeno grupo de ambientalistas ou de especialistas, por mais esclarecidos e bem intencionados que sejam, pois se tratam de escolhas que vão muito além de assuntos ambientais e envolvem a essência do tipo de sociedade que fomos levados - conscientes e inconscientemente - a escolher. A crise ambiental é apenas a parte visível de uma crise muito maior, a da própria civilização, por isso é tão estratégico aos defensores da natureza exercitar um olhar mais amplo e se capacitarem em comunicação para passarem a falar uma linguagem que o povo entenda, pois em última analise, é o povo quem faz as escolhas numa democracia. 

Sendo sempre bom lembrar que, ao contrário do dito popular, a voz do povo não é a voz de deus. O povo mandou crucificar Cristo e elegeu Hitler! E no Brasil, apoiou a Ditadura Militar por um bom tempo! 

Grosso modo, temos diante de nós duas grandes vertentes de pensamento que disputam a hegemonia junto à opinião publica: uma que defende utopicamente um mundo ambientalmente sustentável e socialmente mais justo, e também mais pacífico, fraterno, democrático e outra pragmática que defende um mundo de crescimento econômico ilimitado, onde utopicamente promete progresso para todos, promessa que cumpre para uma parcela reduzida da sociedade, enquanto a grande maioria continua esperando sua vez, amargando um meio ambiente cada vez mais deteriorado. 

O Estado que deveria ser uma espécie de árbitro isento, na prática é um estado empresário, comprometido com o modelo insustentável de progresso, onde ele próprio se licencia e também se fiscaliza. O Parlamento, que deveria ser o fiscal do Governo, tem uma maioria corrompida pelo financiamento de campanha e pelo reparte do poder entre aliados pelo próprio Governo, que garante assim maioria para agir sem ser incomodado. Resta um Ministério Público por um lado assoberbado de trabalho e por outro sem estrutura para ir a campo fazer as investigações que deveria, acabando por enredar-se em papéis e burocracia sem sair do gabinete e sujeito também às falhas de todos os seres humanos. 

Então, muito longe da crise ambiental ter algo com a natureza, ela é uma crise de ética e espiritualidade, além de política e econômica, na verdade, é uma crise civilizatória. Por isso, as soluções para a crise socioambiental, na minha opinião, estão fora do campo socioambiental e dependem de decisões em outras áreas de influência às quais os defensores da natureza nem sempre têm acesso mas precisam ter e que exigirão muito mais que só preservar porções de território natural ou encontrar tecnologias mais limpas. É preciso fazer com que este debate ganhe a sociedade, da maneira que a envolva e a mobilize, o que não será com temas sobre plantas e bichos, mas sobre seres humanos, suas carências e urgências, e que tipo de sociedade quer ser, que futuro quer para si e para os que virão depois! 

Numa democracia tais questões precisam ser negociadas, principalmente diante de idéias antagônicas, lembrando que o voto de um ambientalista valerá tanto quanto o voto de um poluidor, o de um cientista valerá tanto quanto o de um analfabeto. A diferença está na capacidade de convencimento, de sedução, logo, de melhor comunicação. 

Importante reconhecer que este processo de convencimento já está acontecendo, pois a sociedade tem demonstrado com cada vez mais clareza que não aceita mais qualquer tipo de progresso. Entretanto, entre a boa intenção e o gesto, ainda existe um longo caminho a percorrer. Talvez por isso, embora a consciência ambiental seja crescente, este crescimento acontece numa velocidade lenta demais diante de uma crise socioambiental urgente e que se torna mais grave a cada onda de progresso e desenvolvimento. 

Diante desse quadro, muitas vezes não resta alternativa aos defensores da natureza a não ser a resistência, lutando praticamente sozinhos, sem o apoio popular e às vezes com o povo contra, o que os deixa vulneráveis diante daqueles que querem impor empreendimentos predatórios e muitos ambientalistas acabaram assassinados por isso, e ainda são bem comuns as ameaças de morte. Entretanto, não fossem esses heróis da cidadania socioambiental e a situação estaria muito mais grave! 

A importância da comunicação socioambiental 

Se quiserem ganhar o povo para as causas socioambientais e impedir que apóiem as teses do progresso a qualquer preço, os defensores da natureza precisarão aprender a falar uma linguagem que o povo entenda. E isso pode não significar exatamente mudar palavras, mas argumentos, abordagens, mostrando mais as vantagens de uma natureza preservada para os seres humanos em vez de focalizar os argumentos na importância da preservação das plantas e dos bichos, pois o povo tem suas próprias necessidades e se considera igualmente ameaçado de extinção, e talvez por isso não compreenda por que os animais e as plantas parecem receber mais atenção e prioridade que os seres humanos. 

Em vez de animais-bandeira, idéia muito simpática que deve continuar sendo usada junto aos povos de países doadores, em países com as enormes carências sociais como o nosso, melhor usar a idéia de pessoas-bandeira! 

Talvez uma boa estratégia de argumentação seja associar a preservação da natureza aos serviços ambientais prestados aos seres humanos, como produzir a água que bebemos, ou fornecer a matéria prima para medicamentos, ou ajudar a regular o clima, ou fixar o carbono que caso contrário aqueceria ainda mais o planeta, ou viabilizar o turismo e o ecoturismo, a agricultura familiar, a pesca artesanal, a fixação e produtividade do solo, entre outros benefícios. 

A comunicação é uma técnica e uma arte, e para seu domínio requer teoria e prática. Ela não se resume apenas aos aspectos do jornalismo, mas envolve emoção, convencimento, parcerias institucionais, temas abordados pelos demais campos de conhecimento associados à comunicação, como a propaganda, a publicidade, o marketing, as relações públicas, ferramentas que tanto podem estar a serviço da preservação da natureza quanto contra ela, dependendo da ética e engajamento dos comunicadores. 

A crise socioambiental global exige que retornemos à racionalidade óbvia. Não somos separados da natureza. Somos tão dependentes dela quanto qualquer outra espécie. O que fizermos à natureza faremos a nós próprios! 

Do ponto de vista semântico, o termo ambiental não traduz esta nova visão, dos seres humanos como parte integrante da natureza. O mais adequado seria socioambiental, que ainda assim é limitado já que deixam de fora outras dimensões como o econômico, político, cultural, espiritual, entre outros. Estamos diante de conflitos entre idéias diferentes, e cada palavra é importante pelo que transmite de significado. 

Desafios para a sustentabilidade 

O termo sustentabilidade, por sua vez, também não parece adequado, apesar de ser mais amplo que socioambiental por incluir a dimensão econômica, entretanto, foi apropriado e de certa forma distorcido por aqueles que estão mais interessados apenas nos aspectos econômicos da sustentabilidade. 

É importante que os defensores da natureza consigam ilustrar e iluminar suas argumentações em defesa da natureza preservada com a divulgação de exemplos de boas práticas e de tecnologias sociais que ao mesmo tempo em que mantenha a natureza preservada gere também renda e trabalho, ajude a fixar os seres humanos na terra, a melhorar sua auto-estima e qualidade de vida, a oferecer perspectiva de futuro para as próximas gerações.

A questão é que os caminhos da sustentabilidade estão sendo construídos no ato de caminhar, e já se comprovaram viáveis em pequena e média escala, que, aliás, deve ser a escala da sustentabilidade mesmo. Só que a atual sociedade escolheu o gigantismo antiecológico, que requer grandes soluções nem sempre disponíveis numa escala sustentável. 

O maior desafio da sustentabilidade não está na dimensão ambiental, mas na dimensão social! 

A tendência do atual modelo de desenvolvimento será perpetuar o esquema de crescimento ilimitado onde a existência de desigualdades sociais e de uma grande massa de pessoas carentes acaba cumprindo o papel de justificar o discurso do progresso que avança de forma predatória e irresponsável sobre os recursos naturais como se fossem inesgotáveis, a pretexto de atender a necessidade de muitos, iludindo a opinião pública e passando-se como amigos do povo, enquanto segue concentrando renda e produzindo mais miséria e dependência. 

Para o atual modelo de desenvolvimento é relativamente fácil ajustar-se ambientalmente, pois as tecnologias estão disponíveis e os custos serão repassados aos consumidores e contribuintes. Ao contrario da questão social, que exige uma mudança no espírito humano. 

Vivemos numa sociedade de consumo onde a importância e o valor das pessoas é medido pela quantidade de dinheiro que possuem e pelos bens materiais que exibem. E uma sociedade assim tenderá a incentivar a competição em vez da solidariedade, a avareza em vez da generosidade! 

Políticas públicas 

Não temos conhecimento de políticas consistentes de comunicação ambiental em nenhum nível de governo. 

Em 2005, após os delegados na II CNMA (Conferência Nacional do Meio Ambiente) terem aprovado moção unânime recomendando uma política para a comunicação ambiental, a Rede Brasileira de Informação Ambiental, a Associação Brasileira das Mídias Ambientais - EcoMídias e a Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental - RBJA encaminharam ao Ministério do Meio Ambiente a proposta de criação de um Grupo de Trabalho que chegou a ser publicado em Diário Oficial, mas nunca foi constituído de fato. 

Também não temos conhecimento se existe, no Governo Federal, uma massa critica quanto à necessidade de uma política diferenciada para a comunicação ambiental por seu papel estratégico na defesa da natureza e na formação de uma consciência popular socioambiental. 

A atual política do Governo Federal, se é que pode se chamar por este nome, é conduzida pela Secretaria de Comunicação - SECOM, ligada diretamente à Casa Civil da Presidência da República, e não passa pelo Ministério do Meio Ambiente. Esta 'política' desconhece a importância estratégica da comunicação ambiental como instrumento para fazer avançar a consciência e a cidadania socioambientais, e a trata apenas como mais um setor da mídia especializada, que tem de disputar verbas e publicidade com os demais veículos de comunicação, tanto da mídia especializada quanto da mídia de massa, onde o principal critério de avaliação é o CPM (Custo Por Mil). Quanto maior a tiragem, maior a verba de publicidade. 

Não é de se estranhar que existam tão poucos veículos de comunicação socioambiental, pois além de não contarem com o apoio governamental, dependem das verbas de publicidade de pouquíssimas empresas que anunciam na mídia ambiental brasileira. 

É preciso admitir que, até agora, tem faltado força e articulação entre os defensores da natureza e da comunicação ambiental para insistir com a proposta. Então, não adianta reclamar do Governo ou das Empresas. Numa democracia, sem luta e organização, não há vitória. 

No mercado, a maioria das empresas privadas reconhece a importância da mídia ambiental, mas apenas para inundarem as redações de releases na tentativa de conseguirem mídia espontânea, enquanto nega a essa mesma mídia ambiental espaço em seus planos de mídia. 

Assim, as tiragens da mídia ambiental mal conseguem atender direito aos segmentos da opinião publica interessados nas questões socioambientais, que dirá ser capaz de atender à opinião publica como um todo! E este é sem dúvida um grande desafio para os defensores da natureza, pois sem acesso a Informação socioambiental de qualidade, regular e em quantidade suficiente, dificilmente o povo conseguirá fazer escolhas sustentáveis e tenderá a reproduzir as atuais escolhas de apoio ao modelo que promete progresso que mais se assemelha a retrocesso, pela concentração de renda e agressões ambientais que produz como conseqüências. 

Para o bem de nossa espécie - e das demais, claro - nem tudo pode virar asfalto e concreto. Existem limites em relação à natureza que se ultrapassarmos significa prejuízos e perdas para os seres humanos, como erosão, escassez, enchentes ou secas, desmoronamentos, agravamento das mudanças climáticas, além de corrermos o sério risco de ultrapassarmos o ponto de retorno em que usamos mais da natureza do que ela consegue se recompor, e então o colapso ambiental pode ser inevitável, e as conseqüências imprevisíveis! 

Precisamos reaprender a conviver com a natureza, ou mais cedo ou mais tarde ela se livrará de nós, como já fez inúmeras vezes com outras espécies muito mais antigas e poderosas do que a nossa. 

Estudo de caso: REBIA - informações e redes sociais para a cidadania socioambiental 

Apesar das dificuldades, existem vários grupos, redes, organizações e veículos comprometidos com a democratização da Informação socioambiental. Aqui, destaco o trabalho da Rede Brasileira de Informação Ambiental, uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em janeiro de 1996, para contribuir com a democratização da informação socioambiental no Brasil, baseada no trabalho voluntário e na construção e fortalecimento de redes sociais em torno da democratização da Informação ambiental para a formação e fortalecimento da cidadania socioambiental. 

Os Voluntários que fazem a REBIA são pessoas muito especiais que resolveram buscar caminhos e soluções rumo ao mundo melhor que acreditam ser possível, mas que terá de ser conquistado e não uma concessão de alguém. 

Importante ressaltar o caráter de troca desse trabalho voluntário, onde não só o colaborador se doa, mas também recebe em satisfação pessoal em ser pró-ativo buscando um jeito de fazer em vez de encontrar desculpas para justificar sua inércia! 

A REBIA tem contribuído ainda com os estudantes universitários que precisam comprovar horas de estágio e com pesquisadores e estudantes de mestrado e doutorado assegurando espaço para a publicação de suas teses e monografias sobre a temática socioambiental.

Canais livres e independentes para a Informação socioambiental 

Graças ao apoio de seus anunciantes e de empresas de Lucro Real, a REBIA tem conseguido manter canais permanentes, livres e gratuitos para a publicação e a difusão de noticias, teses e documentos científicos, artigos científicos e de opinião, divulgação de cursos, editais públicos, e diversas outras informações, todas em torno das questões socioambientais, permitindo ao público formar opinião, articular-se em torno de ações da cidadania ambiental, buscar oportunidades, divulgar pensamentos, tecnologias, informações. 

O primeiro veículo foi o Jornal do Meio Ambiente, substituído dez anos depois, em janeiro de 2006, pelo Portal do Meio Ambiente, atualmente com mais de 5.000 acessos diários, a Revista do Meio Ambiente, em duas versões, uma virtual com cerca de 5.000 dowlounds por mês e outra impressa com 30.000 exemplares mensais, distribuídos gratuitamente, e o boletim digital Notícias do Meio Ambiente, enviado diariamente para mais de 200.000 leitores cadastrados. 

A REBIA estimula a comunicação de mão dupla mantendo no Portal um formulário ao final de cada notícia para que os leitores cadastrados possam fazer seus comentários e também mantém diversas enquetes para medir opinião do publico sobre assuntos estratégicos. 

Além disso, criou um serviço de medição de acessos que permite saber as notícias mais lidas pelos leitores. Assim, na época de se elaborar a pauta da próxima edição da Revista do Meio Ambiente, a equipe de voluntários que produz a Revista usa estas informações para orientar a pauta. Através deste mecanismo, quem escolhe a revista que vai ler é o próprio leitor. 

A importância das parcerias 

A vida é em rede, e isso vale tanto para as pessoas quanto para as organizações, onde influenciamos e somos influenciados o tempo todo, construindo e reconstruindo laços. Com a REBIA não tem sido diferente, pois vem divulgando e fortalecendo a cultura de redes, e buscando aliados entre as organizações igualmente comprometidas com a democratização da informação socioambiental no Brasil. 

Entre estes parceiros, destaca-se a Universidade Federal Fluminense (UFF) através da qual a REBIA tem podido oferecer ao público nacional com acesso à internet os cursos a distância de Comunicação, Educação e Gestão ambientais que foram responsáveis pela formação de mais de 1.000 profissionais até o presente. 

Outra importante parceira da REBIA é a IUCN, que autorizou a tradução para o português e sua disponibilização gratuita através do Portal do Meio Ambiente de documentos e livros inéditos no Brasil sobre a importância das unidades de conservação, por exemplo, no combate à pobreza. Este material encontra-se neste momento em fase de tradução. 

Entre os parceiros que ajudam a REBIA na distribuição e multiplicação da informação estão diversos profissionais e veículos de comunicação que aproveitam o material informativo distribuído pela REBIA como sugestão de pautas e como conteúdos de uso direto através de sites, rádios e TVs comunitárias, jornais locais, estimando que a REBIA, através destes parceiros beneficie hoje um publico de cerca de 1 milhão de pessoas, diariamente. 

Destaque e homenagem 

Em breve, a REBIA estará lançando um Prêmio anual para destacar e homenagear pessoas, profissionais do jornalismo e da propaganda, organizações, agências de publicidade e veículos de comunicação que estejam contribuindo para a democratização da informação no Brasil. 

Este prêmio será entregue durante um encontro nacional, de periodicidade anual, a ser organizado pela REBIA e seus parceiros, onde se fará um diagnóstico sobre a democratização da informação socioambiental no Brasil. 

A Rede de Colaboradores Voluntários da REBIA 

Outra ferramenta de comunicação de mão dupla importante tem sido os Fóruns da REBIA para debates e divulgação de temas socioambientais que reúnem hoje cerca de 3.000 colaboradores voluntários que ajudam a manter atualizados o Portal e o boletim de Noticias. Esses colaboradores produzem artigos e notícias primárias que veiculam através dos fóruns onde também postam noticias de interesse, documentos importantes, teses e monografias sobre temas socioambientais, tornando os Fóruns da REBIA um dos espaços mais dinâmicos e democráticos para a democratização da informação socioambiental no Brasil. Outra equipe de voluntários escolhe diariamente as dez noticias mais importantes que circularam nos Fóruns da REBIA para atualizar o Portal do Meio Ambiente e o boletim digital Noticias do Meio Ambiente. 

Além de suas próprias redes, a REBIA está presente ainda em outras redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter, pois o conjunto das relações sociais dos indivíduos constitui importante ferramenta para a troca de informações e opiniões e para articulações da cidadania socioambiental. 

Assim, a REBIA oferece a oportunidade para seus participantes de ampliar os horizontes tanto para o exercício da cidadania quanto para construir e manter laços com outras pessoas e mesmo descobrir oportunidades de empregos e negócios no campo socioambiental. 

No mundo globalizado, em que as tecnologias estão cada vez mais próximas de todos, a REBIA considera importante a construção desses laços não só para ampliar e fortalecer as ações de cidadania socioambiental, mas cobrar políticas públicas. Neste sentido, as Redes da REBIA têm contribuído para ampliar o poder dos cidadãos e cidadãs socioambientais. 

Com a ajuda desses voluntários colaboradores, a REBIA tem realizado cursos-oficinas durante grandes eventos públicos, como nos Fóruns Sociais Mundiais, e agora nos Encontros Verdes das Américas, em parceria com a ONG Paliber, para criar uma Rede de Voluntários Pela Comunicação Socioambiental. 

Os cursos são cobrados, mas a REBIA concede bolsa total ou parcial aos alunos que se comprometerem a oferecer uma quantidade de horas de trabalho na cobertura jornalística de eventos e organizações do Terceiro Setor dedicadas às causas ambientais e que tenham dificuldade com a divulgação aos seus resultados, campanhas e ações. 

O material produzido pelos alunos será distribuído através da Agencia REBIA de Noticias Socioambientais para os jornalistas e veículos de comunicação cadastrados, que poderão usar gratuitamente, desde que citando a fonte, autoria e nome dos patrocinadores quando houver. 

 

Baixe aqui o PDF com a palestra do Vilmar Berna

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